Entre o Oceano Atlântico, o rio Potengi e as dunas, Natal é muitas vezes o primeiro contato com o Rio Grande do Norte. Capital do estado, é conhecida principalmente por seu litoral e por Ponta Negra, mas a cidade vai muito além de suas praias.
Natal também possui mais de quatro séculos de história, um patrimônio ligado à colonização portuguesa, um papel surpreendentemente importante na história da aviação e da Segunda Guerra Mundial, além de uma localização privilegiada para explorar o litoral potiguar.
Uma cidade voltada para o oceano
A geografia faz parte da identidade de Natal. A cidade se desenvolveu entre o Atlântico, o estuário do rio Potengi e extensas áreas de dunas.
Ao sul, Ponta Negra é hoje sua região turística mais conhecida. Sua praia, seus restaurantes, seus hotéis e, principalmente, o Morro do Careca fizeram dela uma das imagens emblemáticas do Rio Grande do Norte.
Seguindo em direção ao norte, a Via Costeira acompanha o oceano e o Parque das Dunas antes de chegar às praias urbanas de Natal. Mais adiante, o rio Potengi encontra o Atlântico nas proximidades do Forte dos Reis Magos.
Essa sucessão de paisagens permite conhecer diferentes faces de Natal em apenas alguns quilômetros.
Uma história que começa com uma fortaleza
Para entender Natal, é preciso voltar ao final do século XVI.
A construção da fortaleza hoje conhecida como Forte dos Reis Magos começou em janeiro de 1598, em um contexto de rivalidades europeias pelo controle dessa parte do litoral. A cidade de Natal foi fundada posteriormente, em 25 de dezembro de 1599, data à qual deve seu nome.

O forte, construído sobre os recifes na foz do Potengi, continua sendo um dos principais testemunhos desse período.
A história da jovem cidade, no entanto, não foi tranquila. Em 1633, os holandeses ocuparam Natal e o forte durante o período da presença neerlandesa no Nordeste brasileiro.
Natal permaneceu por muito tempo uma cidade relativamente pequena. Seu desenvolvimento acelerou-se gradualmente, especialmente em torno da Ribeira e do porto às margens do Potengi.
Natal e a Segunda Guerra Mundial
Outro capítulo, menos conhecido pelos visitantes estrangeiros, marcou profundamente a história de Natal.
Sua posição geográfica, no extremo oriental da América do Sul e relativamente próxima da África, conferiu-lhe uma importância estratégica considerável durante a Segunda Guerra Mundial.
A partir do início da década de 1940, as instalações militares de Natal e, sobretudo, de Parnamirim desempenharam um papel fundamental nas rotas aéreas dos Aliados através do Atlântico Sul. Parnamirim Field tornou-se uma importante base de operações e de trânsito em direção à África.
Em janeiro de 1943, o presidente brasileiro Getúlio Vargas e o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt encontraram-se em Natal.
Esse período transformou profundamente uma cidade que ainda contava com apenas algumas dezenas de milhares de habitantes: militares estrangeiros, infraestrutura, aviação e novas influências culturais contribuíram para sua evolução.
Esse papel estratégico rendeu a Natal o apelido de “Trampolim da Vitória”.
Praias, mas não só
Para muitos visitantes, conhecer Natal começa naturalmente pelo mar.
Ponta Negra é imperdível, mas as praias da Via Costeira, Areia Preta, Praia dos Artistas, Praia do Meio, Praia do Forte e Redinha permitem conhecer ambientes muito diferentes.

Natal também possui uma característica notável: o Parque Estadual das Dunas, uma extensa área natural protegida localizada em pleno espaço urbano.
O Forte dos Reis Magos, por sua vez, permite combinar paisagem e história. A partir da região do forte, é possível observar a foz do Potengi, as praias urbanas e parte da cidade sob uma perspectiva completamente diferente.
Do outro lado do rio, o bairro da Redinha oferece ainda outro olhar sobre Natal, dominado pela impressionante Ponte Newton Navarro.
Uma porta de entrada para o Rio Grande do Norte
Um dos grandes atrativos de Natal é também tudo o que existe ao seu redor.
Ao norte, as dunas de Genipabu constituem um dos passeios mais conhecidos da região. Seguindo pelo litoral, encontram-se outras praias, lagoas e vilarejos até destinos como Maracajaú ou São Miguel do Gostoso.
Ao sul, Pirangi e seu famoso cajueiro, as praias de Nísia Floresta e, mais adiante, Pipa permitem organizar facilmente vários dias de descobertas.
Natal pode, portanto, ser tanto um destino quanto um ponto de partida para explorar o Rio Grande do Norte.
Reserve um tempo para conhecer Natal
Natal não é uma cidade que se conhece apenas seguindo uma lista de atrações.
É preciso também percorrer seu litoral, observar o movimento nas praias, atravessar o Potengi, experimentar a culinária local, conhecer o artesanato e, às vezes, sair das áreas mais turísticas.
É combinando essas diferentes experiências que se começa a compreender a capital potiguar: uma cidade tropical voltada para o mar, mas cuja história e geografia desempenharam um papel muito mais importante do que se poderia imaginar à primeira vista.
E, para a KM0, Natal constitui naturalmente o ponto de partida: o quilômetro zero a partir do qual se começa a descobrir o Rio Grande do Norte.